sábado, 7 de janeiro de 2012

VIDEODANÇA+ Pesquisa on line das relações entre dança e imagem em movimento - Sarah Ferreira


RESUMO: Em uma breve explanação pretende-se apresentar e contextualizar o surgimento do blog VIDEODANÇA+, uma página na internet, iniciativa que nasceu em 2007 e está em constante atualização, aberta para acesso e colaboração do usuário, reunindo playlists de videodanças de artistas de diversos países, textos, informações sobre festivais, artistas e centros de pesquisa que trabalham nas relações entre dança, imagem em movimento e novas tecnologias.


O que é e como surgiu o Videodança+
O canal de pesquisa  “VIDEODANÇA+” apresenta uma filtragem permanente de referências sobre videodança e outras relações que podem surgir entre a dança, imagem, movimento, tecnologias eletrônicas e digitais, e internet, para acesso ao público interessado.
A pesquisa mantém um canal aberto com os sites de compartilhamento de vídeos como vimeo e youtube, que estruturam 4 playlists com cerca de 700 videodanças, possui um arquivo de postagens, onde o usuário acessa o material que venho selecionando mês a mês desde 2007, lá encontramos a diversidade da produção mundial em uma plataforma de exibição livre.
Nesta filtragem encontramos inúmeras publicações com referências de pessoas, redes colaborativas, blogs sobre videodança, grupos e centros de pesquisa, livros, revistas, artigos de especialistas sobre as relações entre dança e imagem em movimento, lista de sites de diversos países tanto de Festivais Internacionais de Videodança como também sites de artistas.
Através deste trabalho pude testemunhar o aumento links no campo da dança, tanto no modo de vivenciar o corpo e a coreografia, onde o usuário pode interagir, como também várias companhias e artistas da dança que buscaram um espaço de memória de seus trabalhos, compartilharndo vídeos de espetáculos raros, ensaios, videodanças, trocam informações sobre seus processos. Outros sites trazem informações sobre história da dança, os estilos, artistas e grupos, materiais que talvez a pouco mais de uma década atrás, teríamos de viajar horas por longas distancias para acessar. Estes exemplos nos fazem perceber o quanto as mídias interferem nos atuais processos de aprendizagem e comunicação, adentrando na era da construção coletiva do conhecimento em rede.
Comecei a empreender este trabalho no fim  mês de outubro de 2007 com o intuito de exibir a um possível público, os usuários da internet, minhas primeiras experiências na relação entre o vídeo e a dança, que havia começado no ano anterior, em 2006, quando adquiri minha primeira câmera filmadora.
O encontro com a videodança surgiu em 2006, na época eu ainda era estudante da graduação do curso de licenciatura em artes cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis e já havia concluído disciplinas de interpretação, direção teatral e freqüentava paralelamente à universidade, cursos livres de dança contemporânea e oficinas de contato-improvisação.
Neste mesmo periodo eu fazia intervenções urbanas com um grupo de contato-improvisação, na rua, no centro da cidade, e eu registrava com minha câmera nova. Posteriormente, ao assistir as filmagens das intervenções percebi que se configuravam apenas como um registro de nossas incursões e não um objeto artístico em si mesmo.
Os primeiros videodanças que assisti me fizeram perceber que havia “um pensamento de dança1 através da composição das imagens e que o vídeo, era um produto artístico por si mesmo, um trabalho a ser visto como dança para quem assiste através da tela (do cinema, computador ou televisão). A cada nova videodança que eu assistia, surgia em mim a necessidade de instrumentalização na linguagem audiovisual, algo até então distante de minha formação tão ligada à expressão corporal e à cena ao vivo, que disparou meu desejo de poder criar obras em vídeo. Desde então passei a investir na pesquisa da linguagem audiovisual para entender um pouco mais sobre a sintaxe cinematográfica, planos, enquadramentos, movimentos de câmera, como filmar, como editar, como captar o movimento. Desde minhas primeiras experiências em vídeo, comecei a postá-las no you tube e percebi o potencial de manter acessível meu trabalho na rede, disponível para qualquer lugar do mundo, por qualquer pessoa. Percebi que se a minha própria pesquisa fosse abrigada na rede, poderia ser usada por outras pessoas, ampliando acesso e trocando informação.
Em julho de 2007 participei da edição do Dança em Foco que abrigou juntamente com a MIV- Mostra Internacional de Videodança, o II Fórum Latino-Americano de Videodança. Estive presente nos dois dias de fórum onde artistas do Uruguay, Argentina, Chile, Paraguay, México e Brasil puderam discutir sobre temas como acesso, circuitos, curadoria, festivais, meios de formação em videodança. Minha busca por entender a produção artística, de pesquisa na linguagem da videodança surgiu juntamente com a idéia do blog, uma co-evolução entre minhas experiências na instrumentalização audiovisual, e a participação de cursos de videodança com diversos artistas, leituras dos livros específicos nesta linguagem.
Até o momento tenho investido numa formação paralela a universidade e já tive o privilégio de participar de oficinas com importantes artistas como Billy Cowie e Liz Aggiss (UK),  Tamara Cubas (Uruguay), Armando Menicacci  (Universidade de Paris 8), Tomaz Aragay e Sofía Ascencio da Cia. Doctor Alonso (Catalunha/Espanha), Alexandre Veras e Andréa Bardawill do Alpendre Casa de Arte Pesquisa e Produção do Ceará (Brasil), Celina Portella (Brasil), Douglas Rosenberg (EUA), Rosa Sanchez e Alain Baumann do Konic THR (Espanha) e Felipe Ribeiro  (Brasil) Luciana Ponso (Brasil). Todos os cursos e workshops que freqüentei no Brasil sobre videodança foram propostas feitas por grupos de dança independentes, festivais de dança e em especial o Festival Internacional de Vídeo & Dança - Dança em Foco. Todas as experiências de oficina de videodança que participei desde então, me inspiraram a observar os processos metodológicos de cada artista, no modo de abordar a relação entre dança e linguagem audiovisual.
Este interesse me levou ao processo da Oficina de Videodança, prática metodológica que tive a oportunidade de realizar para última disciplina de estágio dentro da universidade, onde pude coordenar uma experiência entre dança, vídeo e internet. Oferecida gratuitamente e estruturada entre aulas teóricas e práticas, a Oficina de Videodança aconteceu entre os meses de setembro e novembro de 2008 no Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina. Toda divulgação sobre a oficina e as inscrições foram feitas pela internet de forma gratuita. Quinze artistas se inscreveram com diversos interesses e diferentes formações, pois não havia pré-requisito para participação na oficina, como possuir equipamento ou ter experiência em dança.
A proposta também investia em equipamentos mais acessíveis como câmeras fotográficas ou celulares que produzam pequenos vídeos e em 30 horas/aula teve como objetivos específicos explorar exercícios entre corpo/câmera, produzir videodanças para exposição na internet e abordar as linguagens do cinema, vídeo e dança em suas possíveis relações, numa ampla perspectiva sobre a estruturação do videodança como linguagem híbrida. Perfez um mapeamento histórico das relações em que se mostra o corpo dançante frente aos registros da imagem em movimento (cinema), a chegada do vídeo, a ferramenta computador e as possibilidades da era digital. Assistimos e análisamos as primeiras experiências do cinema Annabelle’s Butterfly Dance – Tomas Edison, Serpentine Dances n 765 – Lumiere, Maya Deren- filmografia e biografia, Videoarte - Nam June Paik, materiais os videodanças “clássicos”  Internacionais pioneiros na europa das décadas de 80 e 90 como DV8, Philippe Decouflé, Merce Cunningham e suas experimentações entre dança, vídeo e o computador, o pioneirismo de videodança no Brasil através de Analívia Cordeiro chegando até a atualidade dos artistas contemporâneos do Brasil, a produção da América Latina, a européia, norte- americana. Foi feito um panorama sobre produção e formação em Videodança no atualidade, o contexto dos Festivais Internacionais de videodança, a produção de pesquisas dentro e fora das universidades, a presença de raros editais de produção e circulação de videodanças no Brasil e no Mundo.
 Outro blog foi criado para acompanhar o processo metodológico da Oficina de Videodança como uma extensão dos encontros na internet, no decorrer do processo eu publicava as postagens dos vídeos gravados durante o curso, exercícios entre corpo e câmera, acesso aos textos, bibliografias e links.
Os quinze artistas dividiram-se em três grupos e produziram quatro videodanças: Sincrotonia, Possibilidades Despretensiosas, Tudo que é Vermelho I- Coreografia Urbana, Tudo que é Vermelho II- Olhar que Dança. As obras foram exibidas no Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.
Todas estas  experiências culminaram no meu trabalho de conclusão de curso da graduação nesta mesma universidade em setembro de 2009, com o titulo: “VIDEODANÇA+: possibilidade de pesquisa para a dança através da internet” que consistiu na análise destas duas experiências: o blog VIDEODANÇA+ e o processo vivenciado na Oficina de Videodança.

 VIDEODANÇA+  e as ferramentas de trabalho da internet
Apoiada em minhas experiências práticas, continuo buscando na internet as referências que recebi nos cursos que acompanhei, desenhei um mapeamento na rede de links que ao meu olhar, sejam importantes para o trabalho de pesquisa em Videodança, podendo vir a contribuir em processos educativos dentro deste campo.
Preciso destacar que durante todo este período as ferramentas vem se desenvolvendo e aumentando as formas de compartilhamento, tornando mais acessível ao usuário que não é “programador ou designer”, consiga deixar sua página pessoal interessante. Nestes últimos cinco anos tenho realizado esta pesquisa utilizando as ferramentas disponíveis na internet, como os blogs, os sites de compartilhamento de vídeo e as redes de relacionamento.
Os blogs são websites gratuitos criados para fácil programação, onde o usuário cria um layout, publica textos, fotos, anexa os vídeos dos canais de compartilhamento através de códigos de compartilhamento (html) e deixa todo o conteúdo em uma página disponível na rede ao acesso do público. Além de estar aberto à consulta de qualquer pessoa que acessa a internet no mundo, o blog auxilia no processo educativo e na disseminação da informação, reunindo milhares de pessoas entorno de assuntos, para partilhar idéias, reunindo referências, onde o usuário não é mero observador, ele pode postar comentários, colaborar com seus próprios registros.
Outra ferramenta na internet que revolucionou o século XXI é o site de postagens e compartilhamento de vídeos YouTube2, criado em 2005 por dois jovens programadores que venderam o projeto para a empresa Google3. Desde sua criação o site cresce a quantidade de usuários e vídeos disponíveis, com maior espaço para fazer upload de vídeos de diversos formatos, aprimorando as ferramentas de acesso para que o usuário tenha facilidades de se relacionar o com o seu canal pessoal  conectando-o a outras redes sociais, como o orkut, facebook, sites, blogs, A idéia é que cada usuário possua um “canal de tv” na internet, podendo personalisá-la com cores, fotos, podendo ainda receber e enviar arquivos por celular, postar comentários, criar playlists por assunto ou tags, inscrever-se para receber vídeos de outros usuários em uma série de possibilidades. O principal mote é o compartilhamento de videos, e o crescente número de usuários que fazem uploads de diversos arquivos de video acabam por ampliar o acesso à obras diversas.
 Meu trabalho de busca dentro destes sites de compartilhamento de vídeos eu chamo de “curadoria de videodanças”, onde a busca é feita pelos nomes de coreógrafos, diretores, dançarinos, com base nas fichas técnicas que encontro em sites de festivais videodança de diversos países, ou sites de grupos que trabalham dentro destas relações.
Outra forma de busca é feita dentro da variação de línguas e denominações, por exemplo, dance for camera, dance films, videodance, videodança, vídeo-dança, videodanza, screendance, dance film, dance for the camera, camera dance, camera choreography, no alemão videotanz, francês videodanse, todas estas buscas são feitas regularmente pois há uma quantidade enorme de materiais sendo atualizados, postados na rede a todo momento.
A indefinição conceitual quanto a videodança nos faz hesitar já ao grafá-la como videodança, video dança ou video-dança, para não mencioná-la outras expressões que tentam referi-la. Um inventário da variedade de nomeações disso que se passa entre o cinema/video e a dança (variedade especialmente reconhecivel na lingua inglesa, onde screen dance, dance for the camera, camera choreography, por exemplo, nomeiam práticas e eventos) poderia eventualmente ensinar algo sobre as muitas nuances poéticas e estéticas que atravessam esta produção. (CALDAS, 2008 p. 250)

Percebo que o VIDEODANÇA+ está crescendo, pois tenho encontrado o blog anexado a outros sites na internet, e fico contente de perceber o alcance destas informações, ou mesmo artistas de diversos países, que entram em contato comigo e mandam seus trabalhos, compartilham diversas experiências e poéticas, caracterizando a natureza interdisciplinar deste trabalho. Cabe ressaltar aqui que o canal não busca definições sobre a linguagem da videodança e sim reunir a maior quantidade de informação gratuita disponível na internet sobre o tema, investindo na autonomia do visitante.
Utilizo as redes sociais4 para extender o alcance das publicações do VIDEODANÇA+ ao público que ainda não conhece o canal, para cada uma destas redes há uma página VIDEODANÇA+ e elas trabalham em conjunto, basta eu fazer um a publicação no twitter, por exemplo, e automaticamente ela está na página do facebook, isto facilita bastante o trabalho de publicação. Também uma significativa comunidade segue o conteúdo do canal através de inscrições, e recebe automaticamente o aviso de atualização de postagens, são os 36 seguidores no Google friend connect e os 177 followers no twitter. O canal conta ainda com 57 fans em sua página no facebook e conta 10.000 visitas de usuários desde a criação do site.
Alguns sites sobre dança e redes de relacionamento inspiram o modo de trabalho do VIDEODANÇA+ como o idanca.net 5 e a wikidanca.net e também as redes socias de dança, o movimiento.org e dancetech.net, uma tem base na América Latina a outra é Norte-Americana, as duas redes de relacionamento se conectam e reúnem artistas da dança numa mesma “comunidade virtual”, onde podem tratar sobre trabalhos, trocar informações, postar vídeos, fotos, textos, sons e falar sobre sua produções e buscar trocas, intercâmbios virtuais e pesquisas, divulgá-las para artistas localizados em diferentes partes do globo terrestre.
Anexei no VIDEODANÇA+ um serviço de rastreador de acessos dos usuários denominado FeedJit que conta alguns detalhes para análise sobre quem acessa a página, como o pais de origem, o navegador usado para consulta, a data e hora, conta de que forma a pessoa acessou o VIDEODANÇA+, se digitando diretamente do seu navegador como página favorita ou então, se pesquisou no Google, fornece as tags de pesquisa que a pessoa digitou no Google.
Estas tags têm interessado minha pesquisa pois começo a perceber o universo informacional a que pertence o VIDEODANÇA+, e assim, me ajuda desenvolver e expandir o circuito de interessados no canal. Explico melhor, toda postagem que realizo no blog, é citada a fonte autoral, e nas postagens existe uma marcação de palavras, se alguém foi citado no blog, e algum usuário da internet pesquisa por esta pessoa citada, por exemplo, o blog aparece como resultado na lista de pesquisa sobre a pessoa procurada, por o blog conter a marcação sobre a referida pessoa procurada no blog.
Ao publicar este blog mostro minha forma política de agir no mundo, como penso o compartilhamento de informação e até mesmo esta videodança que penso pensar.
A arte, a ciência e a filosofia tem nos mostrado nos últimos anos, mas poucos conseguiram enxergar com clareza: é da experiência que emerge a conceituação e não o contrário. As fronteiras entre o corpo e as teorias do corpo estão definitivamente implodidas. Mas para testar esta hipótese não basta estar vivo. É preciso fazer da vida um exercício político de produção sígnica e partilhamento do saber. (GREINER, 2005, p. 123)

A manutenção do blog é um trabalho árduo, está em constante reconfiguração e nunca será completo, a busca por classificar as informações é ilimitada, a cada inclusão de informação, traz mais acessos, o esforço é para que atraia mais leitores e agrade a quem vem se relacionar com ele.
O canal VIDEODANÇA+ nunca recebeu ajuda financeira de nenhuma instituição, sempre foi uma atitude independente realizada apenas pela necessidade de manter esta coleta de informações e uso dos recursos disponíveis na rede.
Será o próximo projeto buscar apoio para manter maior tempo para esta pesquisa que prevê um aperfeiçoamento do canal, com a consultoria de profissionais experientes dos campos da dança, tecnologia, internet, que auxiliem na reformulação, reflexão sobre o conteúdo do site e os processos de trabalho. A partir desta reformulação, ampliar a plataforma de comunicação com pesquisadores que venham a ser possíveis colaboradores na publicação exclusiva de artigos sobre os eixos videodança, dança e novas mídias,  dança na cultura digital, dança na internet, performances interativas.
Dentro do processo de pesquisa de vídeos nos sites de hospedagem (youtube), algumas questões circundam esta prática, como as leis que regem o direito autoral, se esta prática pode ser considerada prejudicial no contexto do blog, mesmo para esclarecer uma preocupação ética sobre sua disponibilização, com interesse nos modos de agir com estas ferramentas na educação, criação e compartilhamento das informações, mantendo esta plataforma livre no conteúdo do site.

Bibliografia:




CALDAS, PAULO. Imagem e memória: breve esboço sobre a dança e o audiovisual. In: Seminários de Dança - Histórias em movimento: biografias e registros em Dança orgs. Roberto Pereira, Sandra Meyer e Singrid Nora, Caxias do Sul, RS: Lorigraf, 2008.
DUBOIS, PHILIPPE. Cinema, Vídeo e Godard. Trad: Mateus Araújo Silva. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
GREINER, CHRISTINE. O Corpo Artista. In: O Corpo. Pistas para estudos indisciplinares. São Paulo: Ed. Annablume, 2005.
WOSNIAK, CRISTIANE. Comunicação, Imagem e contemporaneidade: a crise sistêmica na dança. IN: Dança em Foco, vol. 3 Entre Imagem e Movimento. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/ Oi Futuro, 2008.


1 Cristiane Wosniak relembra os escritos de Phillipe Dubois, sobre a linguagem do vídeo, onde o autor defende o vídeo como um estado - imagem, uma forma que pensa.  A autora cria um paralelo com a vídeo-dança como um estado do olhar, uma forma que pensa a dança (WOSNIAK, 2008. p.40) (DUBOIS, 2004, p.23).
2 Segundo dados fornecidos no próprio site, o You Tube é o terceiro maior endereço de acesso procurado por usuários no mundo da internet. Ver no Histórico da empresa.
3 O Google é o site mais acessado da internet e também o maior mecanismo de pesquisa da internet, criado em 1998 por tres jovens PhD de Stamford ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Google
  
4 Atualmente os mais conhecidos exemplos de redes sociais/relacionamento: orkut, facebook, twitter, MSN, plataformas o usuário pode ter diferentes páginas, fazer postagens e permanecer  on line 24 horas por dia.
5 O site i.dança.net27é um web-espaço dedicado à dança contemporânea no Brasil e no mundo  que nasceu de uma atitude empreitada pela coordenadora do projeto Nayse Lopez. Sobre a criação do idanca.net acesse o site http://idanca.net/lang/pt-br/2007/01/31/idancanet-novo-crescimento/3860/



VIDEODANÇA+ INVESTIGACIÓN SOBRE LAS RELACIONES ENTRE DANZA E IMAGEN EN MOVIMIENTO

RESUMEN:En una breve explicación tiene como objetivo presentar y contextualizar el surgimiento de la VIDEODANÇA+, un sitio web, una iniciativa que nació en 2007 y se actualiza constantemente, abierto para el acceso y la colaboración del usuario, la recopilación de Videodanza listas de artistas de varios países, textos, información sobre festivales, artistas y centros de investigación que trabajan en las relaciones entre la danza, imagen en movimiento y las nuevas tecnologías.
¿Qué es y cómo surgió la VIDEODANÇA +?
"VIDEODANÇA+" tiene un filtro permanente de referencias sobre videodanza y otras relaciones que puedan surgir entre la danza, imagen, movimiento, las tecnologías electrónicas y digitales, e Internet, para el acceso al público.
La investigación mantiene un canal abierto con los sitios para compartir videos como YouTube y Vimeo, 4 listas de reproducción que se estructura con 700 Videodanzas, tiene un archivo de mensajes, donde el usuario acceda al material que he ido seleccionando cada mes desde 2007, encontra la diversidad de la producción mundial en un estante de exhibición abierta.
Esta características de filtrado en numerosas publicaciones con referencias a las personas, redes de colaboración, videodanza blogs, grupos y centros de investigación, libros, revistas, artículos de expertos sobre la relación entre la danza y la imagen en movimiento, la lista de sitios de diferentes países tanto en festivales internacionales Videodanza de los sitios, así como artistas.
Através de este trabajo he sido testigo de los crecientes vínculos en el campo de la danza, tanto en la forma de experimentar el cuerpo y la coreografía, donde el usuario puede interactuar, así como varias compañías de danza y artistas que buscaban un espacio en la memoria de su trabajo, compartilhando videos, raras actuaciones, ensayos, Videodanza, el intercambio de información sobre sus procesos.Sitios que proporcionan información sobre la historia de la danza, estilos, artistas y grupos, los materiales que talvez un poco más de una década atrás, tendríamos que viajar largas distancias para acceder a ellos.Estos ejemplos nos permiten comprender cómo los medios de comunicación afectan a los actuales procesos de aprendizaje y de comunicación, entrando en la construcción colectiva de las redes de conocimiento.
Comencé a realizar este trabajo a finales de octubre de 2007 con el fin de mostrar al público que sea posible, los usuarios de la internet, mis primeras experiencias en la relación entre el vídeo y la danza, que había comenzado un año antes, en 2006, cuando llegué mi primera cámara.
El encuentro con la videodanza apareció en 2006, en el momento que estaba todavía por supuesto, un estudiante graduado de la licenciatura en artes escénicas de la Universidad del Estado de Santa Catarina, Florianópolis y había completado los cursos de interpretación, la dirección paralela al teatro y estudió en la universidad, cursos gratuitos de danza contemporánea y talleres de contacto improvisación.
Lo he hecho intervenciones urbanas mismo período con un grupo de improvisación de contacto en la calle en el centro de la ciudad, y he grabado con mi nueva cámara.Más tarde, cuando estaba viendo la filmación de las intervenciones di cuenta de que si se configura sólo como un registro de nuestro viaje y no un objeto de arte en sí mismo.
El primera vez que vi Videodanza me hizo darme cuenta de que había "pensado en un baile" por una composición de imágenes y el video fue un producto artístico en sí mismo, que una obra sea vista como un baile para la gente que ve a través de la pantalla (el cine, la computadora o la televisión).
Con cada nueva videodanza, me vino a la necesidad de la instrumentación en el lenguaje audiovisual, algo tan lejos de mi formación en relación con el lenguaje corporal y la escena en vivo, que desencadenó mi deseo de ser capaces de crear obras en vídeo.
Desde entonces, he comenzado a invertir en la investigación sobre el lenguaje audiovisual para entender un poco más sobre la sintaxis del cine, los planes, el encuadre, los movimientos de cámara, como el tiro, la edición y captura de movimiento.Desde mis primeras experiencias en video, que empecé a publicar en You Tube y se dio cuenta de la posibilidad de tener a mano en mi red de trabajo, disponible en cualquier parte del mundo, por cualquier persona.Me di cuenta que mi propia investigación que se encuentra en la red, podría ser utilizado por otras personas, ampliando el acceso y el intercambio de información.
En 2007 asistí a la edición de Festival Dança em Foco que albergaba, junto con la Exposición Internacional de Videodanza MIV-, el II Foro Latinoamericano de Videodanza.Yo estuve presente en los dos días de foro donde los artistas de Uruguay, Argentina, Chile, Paraguay, México y Brasil fueron capaces de discutir temas tales como circuitos de acceso, curadores, festivales, medios de formación de videodanza.Mi búsqueda para entender la producción artística, la investigación en el lenguaje de la videodanza vino con la idea de un blog, una co-evolución de mis experiencias en la explotación audiovisual, y la participación de los cursos de videodanza con varios artistas, lecturas de libros específicos en la lengua.
Hasta ahora he invertido en una formación paralela a la universidad y he tenido el privilegio de participar en talleres con artistas como Billy Cowie y Aggiss Liz (Reino Unido), Tamara Cubas (Uruguay), Armando Menicacci (Universidad de París 8), y Aragay Tomás Sofía Ascencio Cia Doctor Alonso (Cataluña / España), Alejandro y Andrea Veras Casa Porche Bardawill de Investigación de Arte y Producción de Ceará (Brasil), Celina Portella (Brasil), Douglas Rosenberg (EE.UU.), Rosa Sánchez y Alain Baumann de Konica THR (España) y Felipe Ribeiro (Brasil) Luciana Pons (Brasil).Todos los cursos y talleres a los que asistió en Brasil sobre las propuestas de videodanza fueron hechas por grupos de danza independiente, festivales de danza y, en particular, el Festival Internacional de Video Dança - Dança en Foco.Todos los experimentos taller de videodanza que asistí me ha inspirado a mirar a los procesos metodológicos de cada artista, con el fin de abordar la relación entre la danza y el lenguaje visual.
Este interés me llevó a lo proceso del taller de Videodanza, la práctica metodológica que he tenido la oportunidad de realizar la última etapa de la disciplina dentro de la universidad, donde coordino una experiencia de danza, video e Internet.Ofrece de forma gratuita y estructurada entre los teóricos y prácticos, Taller de Videodanza se llevó a cabo entre septiembre y noviembre de 2008 en el Centro de Artes de la Universidad del Estado de Santa Catarina.Toda la publicidad sobre el taller y el registro se ha realizado a través de Internet de forma gratuita.Quince artistas han firmado con diferentes intereses y diferentes orígenes, porque no había ningún requisito previo para la participación en el taller, al igual que el equipo o tener experiencia en danza.
La propuesta también invirtió en equipos más accesibles, como cámaras o teléfonos móviles para producir vídeos de corta duración y 30 horas / aula tuvo como objetivo explorar los ejercicios específicos entre el cuerpo / cámara, que producían una exposición Videodanza a Internet y la dirección del lenguaje del cine, video y danza en sus relaciones posibles, desde una perspectiva amplia sobre la estructura de la lengua híbrida como la videodanza.Perfez una historia de las relaciones en el que se muestra el cuerpo de baile relacionado a los registros por delante de la imagen en movimiento (cine), la llegada del vídeo, la herramienta informática y las posibilidades de la era digital.Hemos visto y analizado las primeras experiencias de cine Annabelle Dance - Thomas Edison, N º Danzas Serpentina 765 - Lumiere, Maya Deren, filmografía y biografía, Video Arte - Nam June Paik, los materiales Videodanza "clásico" pioneros internacionales en Europa en los años 80 y 90, DV8, Philippe Decouflé, Merce Cunningham y sus pruebas entre la danza, el video y la computadora, mientras que pioneros en Brasil videodanza Analívia Cordero viene a través de los artistas contemporáneos presentes en Brasil, la producción de América Latina, Europa, Norte EE.UU..Se le hizo una reseña de la producción y la formación de Videodanza en la actualidad, el contexto de los festivales internacionales de videodanza, la producción de la investigación dentro y fuera de la universidad, nota la presencia de la producción y circulación de los raros Videodanza en Brasil y en todo el mundo.
Otro blog fue creado para acompañar el proceso de taller metodológico como una extensión de las reuniones, en el proceso de los mensajes que publiqué los vídeos grabados durante el curso, los ejercicios entre el cuerpo y la cámara, el acceso a los textos, bibliografía y enlaces.
Los quince artistas se dividieron en tres grupos y produjo cuatro Videodanzas, las obras fueron exhibidas en el Centro de Artes de la Universidad del Estado de Santa Catarina - UDESC.
Todas estas experiencias culminaron en mi parte de trabajo de graduación del curso de la misma universidad en septiembre de 2009 con el título: "Videodanza +: capacidad de búsqueda de la danza através de la Internet", que consistió en el análisis de estas dos experiencias: el blog VIDEODANÇA+ y el proceso vivido en el taller de Videodanza.
VIDEODANÇA + y las herramientas de trabajo de la Internet
Basándome en mi experiencia práctica, buscando las referencias de internet que he recibido en los cursos siguientes, la red dibujó un mapa de enlaces a mis ojos, son importantes para el trabajo de investigación de Videodanza y podría contribuir a los procesos educativos sobre el terreno.
Cabe señalar que durante todo este período ha sido el desarrollo de las herramientas y formas de aumentar la cuota, por lo que es más accesible para el usuario que no es "programador o diseñador" puede hacer que su sitio web interesante.En los últimos cinco años han llevado a cabo esta investigación con las herramientas disponibles en Internet, como blogs, sitios para compartir vídeo y redes.
Los blogs son sitios web gratuito creado para facilitar la programación, donde el usuario crea un diseño, publica textos, fotos, compartir vídeos adjunta de canales por código compartido (html) y dejar todo el contenido de una página disponible en el acceso a la red el público.Además de ser abierto a la consulta por cualquier persona que acceda a la Internet a nivel mundial, el blog de ayuda en la educación y en la difusión de información, la recopilación de miles de personas en torno a temas, para compartir ideas, la recopilación de referencias, donde el usuario no es un mero observador, se pueden enviar comentarios, colaborar con sus propios registros.
Otra herramienta de la Internet ha revolucionado el siglo es el sitio de mensajes para compartir videos YouTube fue creado en 2005 por dos jóvenes programadores que se vendió el proyecto a la empresa Google. Desde su creación, el sitio crece la cantidad de usuarios y videos disponibles, con más espacio para subir vídeos de varios formatos, mejorar el acceso a las herramientas que el usuario tiene las facilidades para relacionarse con su canal personal de conectarlo a otras redes sociales como Orkut, Facebook, sitios web, blogs, la idea es que cada usuario tiene un "canal de televisión" en Internet y se puede personalizar con colores, fotos, y también pueden recibir y enviar archivos por los comentarios de teléfono, correo, crear listas de reproducción por temas o tags, inscribirse para recibir videos de otros usuarios en una serie de posibilidades.El tema principal es compartir videos, y el creciente número de usuarios que subir varios archivos de vídeo eventualmente ampliar el acceso a varias obras.
Mi búsqueda de trabajo dentro de estos sitios para compartir video que yo llamo "curadoria de Videodanza", donde la búsqueda se realiza por los nombres de los coreógrafos, directores, bailarines, sobre la base de las hojas de datos que he encontrado en los festivales de videodanza sitios en varios países, o en los sitios de grupos de trabajo dentro de estas relaciones.
Otra forma de búsqueda se realizadentro de la gama de lenguas y de las denominaciones, por ejemplo, dance for camera, dance films, videodance, videodança, vídeo-dança, videodanza, screendance, dance film, dance for the camera, camera dance, camera choreography, videotanz en alemán, francés videodanse, todas estas búsquedas se realizan con regularidad, porque hay una gran cantidad de material que está siendo actualizado, publicado en la red en todo momento.
Me doy cuenta de que + Videodanza está creciendo, porque me encontré con el blog unido a otros sitios en el Internet, y me alegro de ver el alcance de esta información, o incluso artistas de diferentes países, que entran en contacto conmigo y enviar sus trabajos, compartir experiencias y poética, con el carácter interdisciplinario de este trabajo.Cabe señalar aquí que el canal no busca definiciones del lenguaje de la videodanza, sino recopilar la información disponible tanto libre en el Internet sobre el tema de la autonomía de los visitantes.
Yo uso las redes sociales de 4 a ampliar el alcance de las publicaciones de Videodanza + público todavía no sabe el canal para cada una de estas redes hay una página de Videodanza + y trabajan juntos, lo único que tienes que hacer una publicación en Twitter, por ejemplo, y automáticamente está en la página de facebook, esto facilita enormemente la labor de publicación.También una importante comunidad sigue el contenido del canal por suscripción, y automáticamente recibe el aviso de actualización de publicaciones, son los seguidores de 36 en Google Friend Connect y 177 seguidores en Twitter.El canal también cuenta con 57 fans en su página de Facebook y tiene 10.000 visitas desde la creación de los usuarios del sitio.
Algunos sitios web como wikidanca.net ,idanca.net  y también las redes sociales de la danza, y dancetech.net movimiento.org, (una base en Americano a otra esAmérica Latina), las dos redes sociales se conectan entre sí los artistas de la misma "comunidad virtual" donde se puede manejar en el trabajo, intercambiar información, publicar videos, fotos, textos, sonidos y hablar sobre sus produciones y buscar el intercambio de investigación, su difusión a los artistas ubicados en diferentes partes del mundo.
He conectado el Videodanza + un servicio de acceso a los usuarios, la cual tiene algunos detalles para el análisis de que accede a la página, como el país de origen, el navegador utilizado para visitar, la fecha y hora, cuenta cómo la persona que accede, escribiendo directamente desde su navegador como una página favorita o, si buscado en Google, la búsqueda ofrece las tags que la persona que escribe en Google.
Estas tags están interesados en mi investigación como empiezo a entender el universo de información que pertenece VIDEODANÇA+, y por lo tanto me ayuda a desarrollar y ampliar los circuitos involucrados en el canal.
Me explicaré mejor, todos los post en el blog, se cite la fuente autor y los mensajes que hay una marca de las palabras, si alguien fue citado en el blog, y algunas de búsqueda de Internet los usuarios de la persona por encima de, por ejemplo, el blog aparece como resultado en la lista de búsqueda de la persona reclamada.
Con la publicación de este blog les muestro mi manera de actuar en el mundo, como creo en que el intercambio de información sea possible en la internet, o que penso sobre que es videodanza.
Mantener un blog es un trabajo duro, se renuevan constantemente y nunca será completa, la búsqueda de información clasificada es ilimitado, cada uno incluyendo la información, cuenta con más hits, el esfuerzo para atraer a más lectores y agradable a los que vienen relacionarse con él.
El Videodanza canal + nunca recibió ayuda económica de ninguna institución, ha sido siempre una actitud independiente a cabo solamente por la necesidad de mantener esta recopilación de información y el uso de los recursos disponibles en rede.
El siguiente proyecto buscará el apoyo para mantener más tiempo para esta investigación, que proporciona una mejora de la canal, con el asesoramiento de profesionales de los ámbitos de la danza, la tecnología, internet, para ayudar en la reformulación, la reflexión sobre el contenido del sitio y de los procesos el trabajo.A partir de esta reformulación, y extender su plataforma para comunicarse con los investigadores que pueden ser socios potenciales en la publicación exclusiva de artículos sobre los ejes de videodanza, danza y nuevos medios de comunicación, la cultura digital en la danza, la danza en el Internet, presentaciones interactivas.
Dentro del proceso de trabajo se mantiene en la búsqueda de Videodanza + videos en los sitios de alojamiento de vídeo, algunas cuestiones relacionadas con esta práctica, como las leyes que rigen los derechos de autor en estos sitios de exhibición pública, si esta práctica puede considerarse perjudicial en el contexto de sitio, para aclarar una cuestión ética acerca de la disposición, la forma de utilizar estas herramientas en la educación, la transmisión, creación y difusión de información en el interés de esta plataforma para continuar ofreciendo contenido gratuito en el sitio. 



























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